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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Palmeiras, o Guarani da grande São Paulo



Com a eliminação do Palmeiras na Copa Sul Americana pelo rebaixado Goiás, Felipão e seus comandados ganharam uma tremenda dor de cabeça. Na partida de domingo contra o Fluminense, se o Palmeiras perder terminará o ano melancolicamente mais uma vez, diga-se de passagem. Porém, em caso de vitória contra os cariocas, a torcida poderá reagir de maneira hostil, infelizmente um fato comum nos últimos anos, pois ajudará o eterno rival Corinthians. Se correr o bicho pega e se ficar o bicho pega do mesmo jeito.


O clube conquistou apenas um Campeonato Paulista e um Campeonato Brasileiro da Série B nessa década. Muito pouco para a tradição da Academia que nunca se recuperou depois da saída da Parmalat.


Um dos maiores problemas do clube, além da torre de Babel de sua diretoria, é a inoperância das categorias de base. Sem o respaldo de um time principal vencedor, qualquer lançamento de um garoto se transforma em um grande incêndio. Por isso se gasta muito em contratações de jogadores que, até o momento, não dão retorno ao clube em se tratando de conquistas. Com isso a torcida não se renova e a marca vai desvalorizando a cada temporada.


Luis Felipe Scolari não joga, não entra em campo e não faz gol. Mas o seu salário é o suficiente para contratar jogadores de alto nível. Seu custo-benefício está no vermelho. É a mesma coisa de comprar um iphone e não ter dinheiro para fazer um plano de internet móvel para usufruir seus aplicativos.


Seja qual for o desfecho de domingo, o Palmeiras está se transformando no Guarani da Capital, pois tem um passado de conquistas e um presente de coadjuvante.





FICHA TÉCNICA


PALMEIRAS 1 x 2 GOIÁS



Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)

Data: 24 de novembro de 2010, quarta-feira

Horário: 21h50 (de Brasília)

Renda: R$ 711.429,00

Público: 36.410 espectadores

Árbitro: Heber Roberto Lopes (BRA)

Assistentes: Altermir Hausmann e Alessandro Rocha (ambos brasileiros)

Cartões amarelos: Douglas e Marcão (Goiás)

Gols:

PALMEIRAS: Luan, aos 33 minutos do primeiro tempo.

GOIÁS: Carlos Alberto, aos 45 minutos do primeiro tempo; Ernando, aos 36 minutos do segundo tempo.



PALMEIRAS: Deola; Márcio Araújo, Maurício Ramos, Danilo e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção, Tinga (Ewerthon) e Lincoln (Dinei); Kleber e Luan

Técnico: Luiz Felipe Scolari



GOIÁS: Harlei; Rafael Toloi, Ernando e Marcão; Douglas (Felipe), Amaral, Carlos Alberto, Marcelo Costa e Wellington Saci; Otacílio Neto (Jonilson) e Rafael Moura.

Técnico: Arthur Neto.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Painel Blog do Lau





O país da Copa do Mundo



Em 2014 teremos a segunda Copa do Mundo em solo brasileiro. O país cinco vezes campeão do torneio receberá autoridades do mundo inteiro.


Mas como será essa recepção?


Ainda não temos um lugar e um estádio em São Paulo. O projeto corintiano ainda esbarra na capacidade para a abertura da Copa e resta definir quem vai pagar a conta extra.


Também não temos uma cultura receptiva, pois as torcidas (des) organizadas insistem em seguir a lei da selva proporcionando brigas e afastando a família dos estádios. Para piorar, no jogo entre Goiás e Palmeiras, o técnico Luis Felipe Scolari foi atingido por um rádio enquanto concedia uma entrevista.


É assim que estamos nos preparando para a Copa?




Carrasco do Brasil I

Nome: Ekaterina Gamova


Nacionalidade: Russa


Data de nascimento: 17 de outubro de 1980


Clube: Dinamo Kazan


No Vôlei, Ekaterina Gamova foi simplesmente perfeita. Considerada a melhor jogadora da Copa do Mundo, a russa transformou seus 2,02 m. de altura em 35 pontos na final.


Mas o maior ponto de Gamova foi oferecer o título para a compatriota Natalia Safronova sofreu um derrame cerebral durante um treinamento do Dínamo de Moscou em dezembro do ano passado. Ela, que chegou a ficar 18 dias em coma, permanece internada desde então.


Uma verdadeira campeã, dentro e fora das quadras.






Carrasco do Brasil II

Nome: Lionel Andrés Messi


Nacionalidade: Argentina


Data de nascimento: 24 de Junho de 1987


Clube: Barcelona


Era apenas um amistoso. De um lado a seleção renovada de Mano Menezes com a volta de Ronaldinho. Do outro uma Argentina engasgada com um incomodo tabu de cinco anos sem vitórias contra a seleção brasileira. Tudo caminhava para mais um empate, quando Messi arrancou ao estilo Maradona e marcou um golaço no ultimo minuto. Era o fim do tabu e também o fim da desconfiança dos argentinos em relação à Messi na seleção platina.


Messi é o melhor jogador do mundo e um excelente profissional. Nem por isso é marqueteiro, diferente de Ronaldinho Gaúcho, Robinho, Adriano...


Tiozão do churrasco

Quem viu, não esqueça. Ronaldinho Gaúcho nunca mais será aquele mágico nos três anos que jogou no Barcelona. Sem ritmo e reserva do Milan, o brasileiro pouco fez no amistoso que marcou a sua volta na seleção.


Se fosse em um racha, Ronaldinho seria aquele tiozão que sai mais cedo do jogo para cuidar da churrasqueira. Uma pena.


Ainda bem que ainda temos o Paulo Henrique Ganso para vestir a camisa 10 do Brasil.






50 anos do Galo de ouro

Infelizmente o Brasil não trata como deveria os seus ídolos. Essa frase foi dita pelo lateral Roberto Carlos quando defende seu amigo e companheiro Ronaldo.


No boxe temos um dos 10 maiores pugilistas da história do esporte. Seu nome é Eder Jofre, campeão do peso Galo no dia 18 de novembro de 1960, em Los Angeles. A vítima foi o mexicano Joe Medel. O feito de Jofre merece mais reconhecimento, principalmente da nova geração que talvez só viu Ayrton Senna como mito.


Um país sem memória e sem gratidão não tem história, por isso vamos homenagear nossos ídolos enquanto estão vivos. Depois que eles morrem 90% das homenagens são demagogias e oportunismo barato.


Obrigado Kid Jofre!



A segunda chance de Luxemburgo

Ele é um, ou, o mais vencedor técnico em atividade no Brasil. Montou times inesquecíveis como o Palmeiras de 1996 e o Cruzeiro de 2003. Mas há tempos não vive um bom momento.


Esta é a sina de Vanderlei Luxemburgo, que deixou de seu treinador para acumular as funções de manager, ator, modelo, político, comentarista, arquiteto e reitor.


No Campeonato Brasileiro desse ano, Luxemburgo deixou o Atlético Mineiro na zona do rebaixamento. Foi demitido, fato raro em sua carreira, e Dorival Junior foi contratado em seu lugar. O time reagiu e parece que permanecerá na elite do futebol.


Contratado pelo Flamengo, Luxemburgo já namora a zona de rebaixamento.


Será que um dos seus projetos de 2010 era rebaixar um time de massa?


Reciclagem depende de humildade e o professor parece que não tem muito dessa virtude...



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Choque-rei, um clássico de nostalgia e frustração

Os dois clubes precisam reformular e qualificar seus elencos, pois mesmo com uma ainda difícil chance de rebaixamento, estão ficando cada vez mais distantes dos rivais Santos e Corinthians.




São três títulos mundiais, uma Copa Intercontinental, quatro Libertadores, uma Supercopa da Libertadores, duas Recopas, uma Mercosul, uma Conmenbol, 10 Brasileiros, uma Copa do Brasil, duas Taças Brasil, uma Torneio Roberto Gomes Pedrosa, uma Copa dos Campeões, seis Torneios Rio-São Paulo, 43 campeonatos Paulistas e mais de 28 milhões de torcedores pelo Brasil. Tradição e conquista são as marcas do clássico Palmeiras e São Paulo que já foi chamado de choque-rei e hoje não empolga tanto.



Comemorando com a sua torcida, a equipe do Palmeiras entrou em campo com um uniforme alusivo a historia do clube. Uma réplica do primeiro manto depois de mudar o nome para Palmeiras, antes era o Palestra Itália. Mais uma bela jogada do eficiente fornecedor de material esportivo, Adidas. Mas as comemorações pararam por ai.



Em campo os jogadores eram o retrato da mediocridade. O Palmeiras pecava com a sua frágil zaga. Não criava muito no meio campo e sentia a falta de raça, habilidade e personalidade de Kleber Gladiador no ataque. Um time apenas regular com uma camisa gloriosa.



Já o São Paulo salvada a sua pele com Alex Silva e Lucas. Também sem inspiração e magia, o tricolor dava mostras de um ex-soberano desgastado pela própria imponência que construiu principalmente nos últimos 20 anos. Talvez dispute a Copa do Brasil e Sul Americana em 2011. Títulos inéditos sem a paixão de uma Libertadores.



Luis Felipe Scolari é mais um que vive do passado. Expulso injustamente, o técnico não consegue mais criar uma boa seqüência de trabalho. Não tem um elenco de encher os olhos, mas pelo status que tem poderia produzir mais. Ao lado de Vanderlei Luxemburgo, Felipão está ultrapassado no futebol e não dá mostras de reação. Diferenciado é apenas o seu alto salário.



Os dois gols do São Paulo, que decidiram o clássico, foram achados pela sorte e pela habilidade do garoto Lucas. No primeiro uma jogada de quatro toques começando pelo lançamento de Rogério Ceni. No segundo uma assistência perfeita de Lucas para Fernandão. E foi só isso.



O Palmeiras, nos pés de Tadeu e Valdívia, não agredia e o jogo se arrastava.



Os dois clubes precisam reformular e qualificar seus elencos, pois mesmo com uma ainda difícil chance de rebaixamento, estão ficando cada vez mais distantes dos rivais Santos e Corinthians.



O próximo desafio do Verdão será contra o Grêmio Prudente, como visitante na quarta-feira, enquanto o Tricolor receberá o Guarani no mesmo dia em seu estádio.



FICHA TÉCNICA:


PALMEIRAS 0 X 2 SÃO PAULO


Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)


Data/hora: 19/9/2010 - 16h (de Brasília)


Árbitro: José Henrique de Carvalho (CBF-SP)


Auxiliares: Emerson Carvalho (SP) e Márcio Augusto (SP)


Renda/público: R$ 417.675,00 / 15.011 pagantes


Cartões amarelos: Valdivia, Pierre, Marcos Assunção, Tinga (PAL); Richarlyson, Casemiro, Miranda, Zé Vitor, Jorge Wagner (SAO)


Cartões vermelhos: Nenhum.


GOLS: Lucas, 9'/2ºT (0-1); Fernandão, 31'/2ºT (0-2)



PALMEIRAS: Deola; Vitor, Maurício Ramos, Danilo e Fabrício (Patrik, 40'/2ºT); Pierre, Márcio Araújo (Luan, 20'/2ºT), Marcos Assunção e Valdivia; Ewerthon (Tinga, 39'/1ºT) e Tadeu. Técnico: Luiz Felipe Scolari.



SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jean, Alex Silva (Renato Silva, 40'/2ºT), Miranda e Richarlyson; Casemiro, Rodrigo Souto, Jorge Wagner, Lucas (Dagoberto, 38'/2ºT) e Ilsinho (Zé Vitor, 18'/1ºT); Fernandão. Técnico: Sérgio Baresi.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Kleber Gladiador, a caça dentro e fora de campo




Não é fácil um jogador se identificar com o clube e com a torcida da maneira tão consistente como o atacante Kleber conseguiu em tão pouco tempo. Ele realmente dá o sangue em campo e vem justificando cada centavo que foi investido pelo Palmeiras.




Muitos criticam a forma que o Gladiador, apelido dado cariosamente pela torcida, joga. O acusam de violento e muitas vezes de desleal. Questionam o numero de cartões, amarelos e vermelhos, e calculam os jogos que eventualmente o jogador fica de fora. Mas se esquecem de observar o que o Kleber sofre durante a partida. Muito caçado o Gladiador vem apanhando mais do que batendo, mas nem por isso reclama e se entrega.



Revelado pelo São Paulo, foi vendido ainda menino para o frio Dínamo de Kiev. Não queria sair naquele momento e isso abalou a sua relação com o tricolor. Realmente devemos valorizar quem nos valoriza e o atacante achou o reconhecimento no Palmeiras.



Sua curta passagem no Cruzeiro, 2009-2010, foi marcante e tumultuada. Sincero, nunca deixou de reverenciar o Palmeiras. Atitude nobre, mas pouco política no falso mundo do futebol. Mesmo assim jogou da forma que o consagrou, sempre com muita raça. Feliz, voltou para os braços de uma torcida tão carente quanto ele.



Kleber deve ser tratado com mais justiça pela imprensa e pelos árbitros. Dois pesos e duas medidas que elegem mocinhos e bandidos perpetuando um rótulo na vida de um atleta como o Gladiador.



A seleção brasileira é questão de tempo. De um time que ainda não se achou, no comando de Felipão, Kleber é o destaque e esperança de um final de temporada mais digno para a torcida palestrina.







 

Kleber Giacomance de Souza Freitas



12 de agosto de 1983



Osasco-SP

 
 
 
 
 
 
 
 
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mega Sena do Felipão

O técnico Luis Felipe Scolari realmente está passando por um mau momento. Como já foi mencionado por esse blog, o mau momento em questão dura desde 2002. Contra o Vitória já são seis partidas sem vencer.



Não adianta contratar técnico e jogadores a peso de ouro se o restante do grupo não recebe o direito de imagem, que na verdade é o salário livre da carteira de trabalho.


Valdívia, que se apresentou hoje, não é tão craque para resolver o problema do clube. Precisa de ajuda para brilhar. Brilhar em um elenco do padrão da Portuguesa é muito difícil.


Se o Palmeiras não resolver os problemas internos, como vaidades de diretores e de jogadores, nem o técnico do penta brasileiro poderá fazer mais do que livrar o time do rebaixamento e, quem sabe, conquistar uma vaga para a Copa sul Americana.


E o vovô Rivaldo vem ai...


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