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domingo, 7 de novembro de 2010

Clássico Majestoso: Um trauma são-paulino

Isabella, musa do Corinthians 2010


O que será que passa na cabeça dos jogadores do São Paulo quando jogam contra o Corinthians?




Respeito, medo ou algum trauma de infância?



Depois de uma partida taticamente perfeita contra o Cruzeiro, o elenco tricolor teve tempo para treinar e se preparar para enfrentar um rival que não superava há três anos e 10 meses. Porém, trinta e nove mil são-paulinos viram seu time falhar mais uma vez.



Com a chegada do técnico Carpegiani, o São ganhou um padrão de jogo, detalhe que não tinha desde o tempo de Ricardo Gomes. É mais consciente no meio de campo e mais organizado na zaga. Mas o ataque ainda não agride o adversário com personalidade. Dagoberto e Lucas se arriscam em jogadas individuais enquanto Ricardo Oliveira se desdobra para finalizar nas poucas oportunidades que recebe. Fernandão, armando, é um jogador medíocre está apagando o seu futebol e sua história vai se perdendo melancolicamente.



Do outro lado, o Corinthians mostrou que vai brigar pelo titulo. A experiência dos consagrados Ronaldo Roberto Carlos faz a diferença durante o jogo. Jucilei e Elias tiraram todas as dúvidas, se é que existiam, quanto as suas convocações por Mano Menezes. Dentinho é o retrato da irreverência que incomoda os fregueses. Maduro, o time alvinegro praticamente assegurou a vaga para a Libertadores.



O clássico foi nervoso bastante estudado. O empate não era um resultado ruim para o Corinthians, mas era desastroso para o São Paulo. Marcando duas vezes aos 39 minutos, um gol em cada tempo (Elias e Dentinho), o timão controlou o jogo a sua maneira.






Essa foi a sétima vitória corintiana nesse período que incomoda o time e a torcida do São Paulo.



No Majestoso, o soberano é o Corinthians.



Resumindo, nos dois últimos jogos do São Paulo nesse brasileiro (Cruzeiro e Corinthians), seis pontos para o rival.



Para o São Paulo, apesar de ainda poder sonhar, a Libertadores está cada vez mais longe do seu estádio Morumbi. Um desastre financeiro para o ano que vem.

 
 
FICHA TÉCNICA



SÃO PAULO 0 X 2 CORINTHIANS

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)

Data: 7 de novembro de 2010, domingo

Horário: 17 horas (de Brasília)

Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)

Assistentes: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Carlos Berkenbrock (Fifa-SC)

Cartões amarelos: Alex Silva, Dagoberto (São Paulo). Roberto Carlos, Ronaldo, William (Corinthians)

Público: 42.667 pagantes

Renda: R$ 1.262.401,59

GOLS: CORINTHIANS: Elias, aos 39 minutos do primeiro tempo. Dentinho, aos 39 minutos do segundo tempo


SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Diogo (Jorge Wagner); Rodrigo Souto, Casemiro (Ilsinho), Lucas e Fernandão (Marlos); Dagoberto e Ricardo Oliveira


Técnico: Paulo César Carpegiani

CORINTHIANS: Júlio César; Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias (Paulinho) e Bruno César (Danilo); Dentinho (Iarley) e Ronaldo


Técnico: Tite

 

sábado, 6 de novembro de 2010

Raí é homenageado no Clássico Majestoso

Se o eterno capitão Raí não é o maior camisa 10 do São Paulo, com certeza é o ultimo grande que vestiu esse manto. Nos braços do mestre Telê, Raí fez história no clube e elevou a marca São Paulo em níveis internacionais que até hoje rendem o prestigio ao tricolor.




O craque Raí merecia um jogo de despedida no palco que sempre desfilou elegância, o Morumbi. Mas, sem explicação, não teve esse jogo pelo São Paulo e sim pelo Paris Sant-Germain, onde também brilhou na Europa.



Essa falta de mistificação dos ex-jogadores nos clubes brasileiros deixa a memória da torcida um pouco ingrata com quem construiu e fez história no futebol penta-campeão.




Para amenizar um pouco e valorizar a história do clube, o embaixador são-paulino Raí será homenageado no ingresso do clássico São Paulo x Corinthians. Careca e Kaká já tiveram essa honra que faz parte da comemoração dos 50 anos do estádio Morumbi. Golaço da diretoria tricolor.



Raí é, ao lado de Leonardo, é dono de um projeto maravilhoso que é a Fundação Gol de Letra. Além de amparar jovens e crianças, o Gol de Letra forma cidadãos de bem para melhorar o futuro do nosso país.






Raí Souza Vieira de Oliveira

Data de nascimento 15 de maio de 1965


Local de nascimento Ribeirão Preto


Site oficial http://www.rai10.com.br/










Frases sobre Raí

"A fase dele está tão boa que ele ganha qualquer coisa que estiver em jogo"


(Ronaldo, goleiro do Corinthians que tomou 3 gols de Raí na final do Campeonato Paulista de 1991)






"Não há jogador insubstituível e nem treinador. Mas sempre que um profissional do nível de Raí sai, é certo que será difícil encontrar outro para o lugar, por causa das qualidades e do homem em si. Eu nunca tive problema com o Raí no São Paulo. Foi um jogador que não olhou apenas o seu lado, mas defendia e ajudava os companheiros. Ele sempre respeitou as normas e deu exemplos"


(Telê Santana, treinador de Raí no São Paulo)






"O São Paulo é uma equipe de mestres! Um time iluminado!"


(Ignácio Prieto, técnico da Universidad Católica, do Chile, após a derrota de sua equipe para o São Paulo por 5 a 1, na final da Libertadores de 93)






"Depois de um tempo, fui eu que virei o irmão do Raí"


(Sócrates, craque da seleção brasileira na década de 80, sobre o fato de, no início da carreira, Raí ser chamado de "o irmão de Sócrates" e, depois, a situação ter se invertido)






"Raí acabou com meu time. Desequilibrou. Fez a diferença"


(Wanderley Luxemburgo, técnico do Corinthians, derrotado pelo São Paulo na final do Paulistão 1998)






"Raí não ganhou títulos como Ronaldão e Müller, não desequilibrou como Careca ou Pedro Rocha, não encantou como Leônidas ou Gérson, mas fez um pouco disso tudo. Por isso, pode ser considerado o craque são-paulino de todos os tempos"


(Revista Placar, edição 1165, Junho de 2000 - 581 craques do Brasil)






"Raí e Sócrates juntos dão quase um Pelé. E Raí é líder"


(Telê Santana, treinador de Raí no São Paulo)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Formula 1 e o Clássico Majestoso: Cuidado com o trabalho de equipe...

Domingo será um dia especial para o estado de São Paulo, principalmente no âmbito esportivo. O Grande Prêmio do Brasil, por exemplo, tem possibilidades de consagrar o piloto Fernando Alonso como campeão da temporada. No futebol, o clássico Majestoso coloca frente a frente o sonho corintiano de ganhar um título no centenário e a frustração do são-paulino em poder ficar de fora da festa da Libertadores 2011. Muitos interesses na pista e no campo.



A Ferrari e seus pilotos foram colocados em xeque nessa temporada por aderirem ao famoso “jogo de equipe”. Uma manipulação clara de resultado que concedeu ao espanhol a vantagem de chegar ao Brasil dependendo apenas de sua colocação para garantir ou decidir no próximo GP o campeonato. Felipe Massa, de orgulho brasileiro para mais um fiel segundo piloto, admitiu ajudar (armar) para favorecer o companheiro. Já os pilotos da RBR não pensam em filantropia, apenas honram o espírito esportivo e vão disputar centímetro a centímetro de Interlagos.



Seja qual for o resultado, a Formula 1 é negócio, um grande negócio e não um esporte.



No futebol um confronto marcará os amigos da CBF contra seus desafetos. O Corinthians tem passe livre com Ricardo Teixeira e o São Paulo é persona non grata pelo ditador. Os erros de arbitragem serão mais questionados do que nunca nessa partida. Carlos Eugenio Simon, arbitro mediano que apitou em três Copas do Mundo, será o homem de confiança da entidade. Sua fama em interpretar com competência as mensagens extra-campo preocupa.



Para um torcedor comum, que não acompanha a Formula 1 e não se deixa envolver com as falcatruas dos nossos dirigentes de futebol, o domingo será diferente. Para os demais, muita discussão em torno dos balcões dos bares (e espero que seja só isso).



O momento é de decisão e deixando de lado esses detalhes obscuros, a cidade de São Paulo será a capital mundial do esporte.

domingo, 22 de agosto de 2010

Corinthians, o soberano do majestoso

Mais uma vez o São Paulo caiu diante o seu maior rival. A escrita continua e o Corinthians segue castigando, como ninguém, a gestão de Juvenal Juvêncio. Primeiro cortou a renda do aluguel do Morumbi e, como se não bastasse, sempre afunda o gigante soberano que não tem mais uma orquestra para cair com dignidade.




No clássico majestoso a fiel torcida comemorou três gols. Se não fosse o único são-paulino de coração, Rogério Ceni, com certeza comemoraria muito mais.



A entrega dos corintianos é do mesmo tamanho da passividade são-paulina. No Corinthians todos lutam até o ultimo lance. No São Paulo o sono impera.



Depois que o Muricy foi vencido pelos “brilhantes” diretores tricolores, o time perdeu a personalidade. Padeceu com Ricardo Gomes que não foi tão mal, porém não tem o perfil para brilhar no Morumbi. Sergio Baresi tenta, mas no conjunto da obra é o menos culpado.



A torcida tricolor, tão acostumada com as glórias dos últimos anos, hoje chora por causa dos efeitos colaterais da política de contratar sem gastar. Aonde vai, ou foi, o dinheiro do clube eu não sei. Lançar os garotos da base agora que a casa está caindo é bobagem. Os mandatários só precisam fazer os medalhões honrarem os seus belos salários pagos em dia.


Fernanda Passos


Já o Corinthians, com a vitória, ganha corpo para conquistar o seu quinto campeonato brasileiro. Tem hoje um elenco coeso e a jogada do homem surpresa, Elias, não deveria surpreender mais ninguém, nem a sua vítima preferida, o São Paulo Futebol Clube. Sem Ronaldo no ataque, todos trabalham, todos marcam e o entrosamento ganha os jogos e os pontos.



Às vésperas do aniversário centenário, o timão foi buscar no rival mais um motivo para sorrir e falar que soberano é, no momento, o time do Parque São Jorge, pelo menos no clássico mais vencedor do sudeste brasileiro.




FICHA TÉCNICA:

CORINTHIANS 3 X 0 SÃO PAULO


Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)

Data/hora: 22/8/2010 - 18h30

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)

Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Danilo Ricardo Maniz (SP)

Renda/público: R$ 848.207,00 / 28.159 pagantes

Cartões amarelos: Jucilei (COR); Miranda (SPO)

GOLS: Elias, 21'/1ºT (1-0) e 44'/1ºT (2-0); Jucilei, 25'/2ºT (3-0)

CORINTHIANS: Julio Cesar, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos (Edu, 36'/2ºT); Ralf, Jucilei, Elias (Paulinho, 30'/2ºT) e Bruno César; Jorge Henrique e Iarley (Souza, 23'/2ºT). Técnico: Adilson Batista.

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Xandão, Miranda e Junior Cesar (Sergio Mota, 43'/2ºT); Casemiro, Cleber Santana, Rodrigo Souto (Richarlyson, intervalo) e Marlos (Marcelinho, intervalo); Ricardo Oliveira e Fernandão. Técnico: Sergio Baresi.





Estanislau de Oliveira lima Jr


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