Juntos, Corinthians, Palmeiras e São Paulo possuem 14 títulos nacionais, quatro Libertadores e quatro Mundiais de clubes. Agregam também 54,2 milhões de torcedores, segundo a pesquisa do Lance!, em agosto de 2010. Tradição, patrimônio e sofrimento, alegria e metas. Vida e (ou) morte a cada temporada.
O clássico entre Corinthians e Palmeiras, pela 31ª rodada do Brasileirão, colocou vários detalhes em um jogo tecnicamente fraco. Tite (re) estreava como técnico do timão, Ronaldo entrava em campo para a segunda partida seguida (fato raro em 2010), o time corintiano queria quebrar uma indigesta sequência de sete jogos sem vencer e voltar a sonhar com o título.
Para o Palmeiras, Felipão ainda estava dividido entre Sul Americana e Brasileirão, Valdívia, debilitado, jogaria até de muletas e o time vinha de uma série de oito jogos sem perder.
A possibilidade de título falou mais alto e o Corinthians sufocou o Palmeiras no primeiro tempo. O que era previsível se fez realidade e Bruno Cesar, aos 22 minutos, chutou forte a bola, que desviou em Marcos Assunção e enganou o goleiro Deola. Um gol três pontos e já bastava para o Corinthians, que seria beneficiado com a derrota do Cruzeiro e o empate do Fluminense.
Sem esboçar uma reação, agravada pela saída de Valdivia, o alviverde tentava sem competência enquanto o alvinegro esperava o tempo passar. O Corinthians luta pelo primeiro do título Campeonato Brasileiro pós cem anos e o Palmeiras agora foca, declaradamente, a Copa Sul Americana.
No mesmo horário paulista e às três horas da tarde em Ceará, o São Paulo, tentava a quarta vitória seguida. Com uma zaga remendada e sem Dagoberto, que foi preservado por tomar um medicamento sem consultar os médicos do clube, o tricolor foi presa fácil do Ceará. Fernandão voltava à equipe titular, mas sua lentidão não agradou a torcida e nem o técnico Paulo Cesar Carpegiani. Ricardo Oliveira apagado pouco criou. O meio campo carece de mais inteligência. (Hernanes faz muita falta e a líder Lazio agradece).
O vovô Ceará, que não tinha nada a ver com os problemas do rival, marcou com Magno Alves, aos 20 minutos do primeiro tempo e Diego Sarcoman, 15 minutos depois.
Após oito anos seguidos, o São Paulo parece que vai reencontrar a Copa do Brasil, fato que adia o projeto principal do clube para 2012, no mínino.
O Corinthians, com chances reais de título brasileiro, o Palmeiras, com chances reais de sucesso na Sul Americana e o São Paulo, praticamente confirmando na Copa do Brasil, compõe o atual quadro de força da capital paulista.
Paro ano de 2011, sonhos, ambições, investimentos e destinos diferentes para a segunda, terceira e quarta maiores torcidas do Brasil.
Blog do Lau
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Trio de Ferro: sete rodadas e três diferentes destinos
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Paulistão 2011 muda para tentar resgatar o charme
No desejo de tornar o Campeonato Paulista menos burocrático e um pouco mais charmoso, como o Campeonato Carioca, a Federação Paulista de Futebol, FPF, aprovou uma série de mudanças para 2011.
As quatro últimas edições do estadual paulista foram disputadas com 20 clubes em turno único classificando quatro melhores times para a semifinal e conseqüentemente dois times para a final, em partidas de ida volta. Paralelamente era disputado o Torneio do Interior, com exceção de São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos e Portuguesa. Quatro clubes do interior disputavam a taça e o premio de R$ 250 mil, nos mesmos moldes das finais.
O Paulistão 2011 manterá os 20 clubes em turno único, porém os oito primeiros colocados disputarão a fase mata-mata em apenas uma partida. O primeiro colocado jogará com o oitavo, o segundo com sétimo e assim por diante até chegar à grande final. O campeão sairá de duas partidas e, provavelmente, o Torneio do Interior não existirá mais.
Há muito tempo se discute a verdadeira função dos campeonatos estaduais nos tempos de hoje. Por falta de datas, muitas vezes os grandes clubes desprezam a competição escalando times mistos e até de juvenis para não sobrecarregar os titulares no restante da temporada. Mas para os clubes pequenos do interior, esse tipo de campeonato salva (maquia) a receita do ano inteiro. Em muitos casos nem essa exposição de três meses evita a falência de clubes tradicionais que não tem espaço no cenário nacional.
As quatro últimas edições do estadual paulista foram disputadas com 20 clubes em turno único classificando quatro melhores times para a semifinal e conseqüentemente dois times para a final, em partidas de ida volta. Paralelamente era disputado o Torneio do Interior, com exceção de São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos e Portuguesa. Quatro clubes do interior disputavam a taça e o premio de R$ 250 mil, nos mesmos moldes das finais.
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| Incidente em 2009 |
O Paulistão 2011 manterá os 20 clubes em turno único, porém os oito primeiros colocados disputarão a fase mata-mata em apenas uma partida. O primeiro colocado jogará com o oitavo, o segundo com sétimo e assim por diante até chegar à grande final. O campeão sairá de duas partidas e, provavelmente, o Torneio do Interior não existirá mais.
Há muito tempo se discute a verdadeira função dos campeonatos estaduais nos tempos de hoje. Por falta de datas, muitas vezes os grandes clubes desprezam a competição escalando times mistos e até de juvenis para não sobrecarregar os titulares no restante da temporada. Mas para os clubes pequenos do interior, esse tipo de campeonato salva (maquia) a receita do ano inteiro. Em muitos casos nem essa exposição de três meses evita a falência de clubes tradicionais que não tem espaço no cenário nacional.
| Gatas do Paulistão 2010 |
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