O torcedor brasileiro que vai ao estádio é o maior otário do mundo. Não tem banheiro decente, não tem transporte seguro e não tem conforto nenhum.
Tirando as torcidas uniformizadas e não organizadas que ganham os ingressos dos diretores corrompidos e quando não os vendem (no caso mais recente da Mancha alguma coisa verde) brigam desprestigiando o time do “coração”, o restante da torcida é lesada e maltratada.
Muitos dizem que isso é cultura. Bom, eu acho que sacanagem mesmo.
Mas esse ano a Libertadores vem se tornando um tormento para os torcedores. Por cauda desse torneio, Corinthians e São Paulo, para falar só do estado de José Serra, vem “roubando” seus apaixonados torcedores.
Todo começo da temporada é aquela festa. Em um clube a sirene toca quando chega algum reforço. No outro o presidente apresenta o jogador com um belo discurso. Mas eles não jogam. E quando jogam, simplesmente não jogam...
Essa história de rodízio lesa quem paga a conta. Ninguém mais sabe escalar o time e olha que já estamos no final de março sem saber o elenco ideal. Mas o preço continua salgado nas bilheterias.
Essa obsessão de conquistar a Libertadores vai causar uma ferida incurável no restante da temporada para corintianos e são paulinos. Quer perder ou se os dois perderem, como vão explicar o tal rodízio. Nas primeiras partidas, tudo bem, mas ainda insistir em poupar os trabalhadores já é demais.
Apesar de irem bem na fase de grupos, Corinthians e São Paulo ainda não deram o espetáculo condizente ao valor cobrado pelo couvert artístico. Cada jogo sem graça e, principalmente do caso corintiano, um time medroso e acéfalo.
Espero que a fase mata-mata, ou morre-morre, comece logo e o time ideal se apresente para por fim as desculpas de Mano Menezes e Ricardo Gomes.
Enquanto isso vamos morrendo de inveja da alegria e ousadia do time do Santos que cobra caro, porém trabalha direito não agredindo o código de defesa do consumidor e o estatuto (está puto) do torcedor...
Blog do Lau

domingo, 21 de março de 2010
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